Como cola em manequim
De uma alma frágil
Numa vitrine fácil
E uma penetração ácida
A dor perfundiu-me,
E inervação adentro sucumbiu-me
De algumas feridas abertas
O sangue emocional escorrido
A chamou para o ataque incontido
Sem imunidade a recebi
Sem dó transformou-me
Ao que vemos aqui
Corpo envaidecido
Exibindo luxo de lixo
Com traça ou bicho
Libertar e descolar
O que já penetrou minhas células?
Que me livre desse parasita
Mas eu já estou incrédula!