terça-feira, 3 de junho de 2014

Tempo, por que defeito?

Por que a constante e forte distração?
Por que nós tanto fugimos dos deveres?
Por que é que só queremos os lazeres?
Se depois virá atucanação?

Por que toda essa má administração?
Por que não priorizamos afazeres ?
Por que não evoluímos como seres ?
Por que falta tanta organização?

Por que o tempo geralmente nos domina?
Por que o cidadão vive assim tão insatisfeito?
Por que não mandamos na nossa rotina?

Por que geralmente nem respiramos direito?
E parece que o tempo sempre termina?
Será que não é este nosso maior defeito?



Soneto camoniano par.
(ABBA ABBA CDC DCD) 
Sílabas poéticas por verso de rima: 
A(10s) B(11s) C(11s) D(13s)

Ana Carolina B Carvalho 

Meu soneto, vida entendida.

Modelo perfeito e convenção 
Em papéis e toda a história 
Será que expressam meu coração?
E toda a minha memória?

Com certeza são tradição 
Poesia e dedicatória
Mas será que são tradução 
Do mundo, a vida e a escória?

Ah, como é querido meu soneto
Mas que não seja meu amuleto 
Poesia só é arte se entendida

Ah, como eu amo me inventar 
me esmero tanto em rimar 
Mas rima só quero se for vida

Soneto parnasiano estreito, andei pesquisando.
Ana Carolina B Carvalho, sonetista de agora.

Filha, Venha.

Porque filha, te faz órfã?
Porque filha, me rejeita?
Filha te amo, não faz isso
Não me traias com esses covardes
Eu sou a verdade 
Nada podes sozinha, 
Sem mim você definha
E acha que está boa 
Está bêbada e louca 
O pecado te atordoa 
Você está ficando rouca
Filha! Grita aos montes!
Não suma a tua voz!
Paguei caro pela tua cirurgia
Eras muda, era só
Agora falas, então conte ao mundo que falas
Que falas comigo, sim, tu falas comigo, não és muda
Então fala. Não te faça de surda.
Também tua audição me custou caro.
A terra é distante do céu, 
Como você é distante de mim,
Quando me ignoras assim .
O que fiz, filha, foi um atalho
Uma passagem secreta e sobrenatural 
Criei uma rede sem fio que te liga a mim
Essa rede te liga a eternidade, 
Que não haverá fim porque se torna celestial 
Mas não te limites! Caminha, filha...
Preparei um caminho para ti 
Aplainei montes e te coloquei em veredas 
Te disse o caminho 
Ando contigo, tens a senha da rede secreta
Sussurra, que ouço 
Ouço do castelo e ouço do calabouço 
Fui até as entranhas da morte conquistar um antídoto pra ti 
Porque morrias sem perceber, e nada podias fazer 
Então do meu próprio sangue te fiz reviver
Ah, filhinha, foi tão bom te ver nascer 
Tudo o que fiz entreguei a ti 
A minha vida tem sido amar e amar a ti 
Tudo que anseio é te ter aqui 
Já arrumei teu quarto, varri a sala e fiz comida 
Lavei tuas roupas e te vesti como princesa
Te chamei pra viver no meu castelo 
Mas tiraste as roupas, preferiste os trapos, 
Vives morrendo em ruas e becos escuros
Querendo estar comigo, enganada e perdida
Então chamo de novo, de novo
Sei que me negaste no passado
Mas o tempo é meu servo também 
Então te perdôo filha, vem pra mim de novo 
Vem viver comigo.
Meus braços abertos jorram sangue que te cura 
E te cobrem com abraços que te sustentam 
E de amor que te resgata, a graça que te amou inata 
Meus braços abertos te puxam pra dançar 
Se livre das correntes, filha 
És filha do imperador das galáxias 
De todo o universo, mesmo o que não foi descoberto
Teus olhos são pequenos, filha
E enxergam tão pouco,
Para de tropeçar 
E deixa eu te ensinar a caminhar .

Filha, eu sei quem tu és. Tu que não descobriu ainda talvez. Mas eu sempre soube.
Vem aqui, vou te contar. Me chama que vou te ajudar. Eu não me nego aos meus filhinhos.
Se prostre, quero sinceridade e humildade. Não me venha com "containers" de entulho, que eles não passam pela entrada do meu castelo. No meu castelo cabe você, do jeito que eu fiz pra ser.
Venha e verás. Ora que te ouvirei, e responderei. Clama que atenderei. Chama que me inclinarei pra te ouvir melhor. Te ajoelha, ora, chora, o meu colo é o melhor de todos, os meus ombros parecem almofadas, e o meu coração é o ventre de plenitude em que te criei, os lagos de amor que foram tua placenta. Filha, volte ao teu Criador. De verdade. Não perca teu tempo, tua vida, e o que eu quero pra ti em instantes bobos, eu tenho a vida pra te dar. Vem viver, filha. Tu és a humanidade, mas hoje te adoto como filha. Vem ser filha, vem fazer cidadania no céu. O cartório ta pronto. O caminho ta pronto. O que precisares é teu por direito, te dou por herança as nações. 
Então Filha, não te demores pra sempre. Venha.

Acontece que sou filha


Se eu não fosse filha 
Poderia ser prostituta 
Vagaria pelas ruas, maltrapilha
Quase nua, quem me amaria?

Seria de todos, mas de nenhum 
Viveria triste, em becos e ruelas
Viveria catando migalhas de um
Sonhando com amor, plenitude e refeição 

Desgracada e miserável, 
Me chamo humanidade
E só deixo de ser insuportável 
Quando aceito a eternidade

A eternidade é aqui, e agora
Se aceito Jesus, aquele que mora
Em mim meu noivo me aviva 
Rejeito os meus amantes de outrora 
Sou não mais prostituta, sou filha 

Porque me vender por tão pouco?
Se aquele que me amou com amor louco
Me chama pra sua liberdade eterna
Agora acorde! da vida em que hiberna

Humanidade ainda sou, mas tenho em mim algo real
Que não cabe em mil lagos e trovões, nem em toda atmosfera
Eternidade cabe em mim, e eu vivo sim....como quisera
Por Jesus, meu herói sobrenatural 

Ele me comprou 
Alto preço ele pagou
Verteu em meu lugar
O sangue do altar

Altar santo demais pra mim
Eu não conseguiria assim
Viver sem pecado 
E por leis justificado 

Sou humano, sou mortal
Nada menos nada mais
Um completo irracional 
Que anseia muito mais 

Venha Jesus, vem ser meu
Nada sou, nada tenho, não
onde estou? Tenho medo, eu 
Não quero te perder, e viver em vão 

Onde foi que te perdi?
Ou será que já esqueci?
Te trai já na criação
Eu parti teu coração 

Mas você partiu em amor
Pra salvar esse pecador 
Veio abrir suas mãos 
Pra me dar a salvação

Como tudo, se fez nada 
Infinita é a sua graça 
Me alcançou no abismo meu
Eu te agradeço, Deus

Além de tudo ele é, 
Melhor amigo, e tenho fé
O meu único pra sempre
Eterno onipotente 

Esse é meu Deus ....

Eu sou a humanidade 
Falo da verdade
Que me livrou do colapso 
Mesmo sendo relapso 
Ainda inato pequei 
Mas o Senhor me amou 
Ele já perdoou. Eu sei.

Não falo de poeira 
Matéria e sujeira
Falo do sol, Jesus
Em luz, autor do amor 
Sofredor, dono da cruz 

Submisso ao Pai
Não humano que trai 
Justo e fiel 
Pra terra trouxe o céu 

Jesus, unigenito de Deus. Espirito Santo, me abraçe. Te amo. Obrigada.

Filha do Pai-Autor. Amém.